quarta-feira, 29 de agosto de 2012

100 gestos






100 gestos, um álbum no Flickr.
ensaios de 100 gestos
fotos de Fábio Seixo

terça-feira, 10 de julho de 2012

quantos gestos?

macaco bate palma dragonball aquilo de que somos feitos dedo em riste modelo-manequim pisando na lua batman e robin esse samba que é misto de maracatu samba de preto velho samba de pretutu all that jazz quem são eles, soldado? carlitos beijo na boca oh lord won’t you buy me a mercedes benz se entrega corisco godzilla dançando valsa no colo do pai branca de neve oh yeah ai que preguiça duchamp oba! as panteras os panteras negras merci e bagouet street fighter os 7 samurais josephine baker oscarito abrir as pernas west side story e da montanha ouviu-se um grito blade runner a casa é o corpo vai tomar no cu cansada põe a mão na testa trisha brown geni guerra nas estrelas alegria alegria beat it de castigo com a cabeça baixa hair punho cerrado valha-me deus nossa senhora guernica bob fosse a um passo da eternidade elvis buscapé ciríaco life is a cabaret kung fu rebolabola jean-luc godard i love to love you baby cid charisse we want you merce cunningham axé escondendo o rosto com as mãos quem não se comunica se trumbica singing in the rain bang bang maysa no to the heroic no to the anti-heroic sexual healing pollock vira vira vira homem vira vira jerry lewis 2001 ring my bell amarcord freak le bumbum excalibur casablanca mary a feiticeira dalí cruzar os braços marylin paz e amor gogo boy alegria é a prova dos nove o sétimo selo dancing queen o povo unido jamais será vencido maracatu atômico tapinha nas costas serial killer queimar o soutien kill bill melodrama je t’aime moi non plus supercalifragilisticexpialidocious tocar fogo ao corpo querelle madonna she’s a maniac aperto de mão tom & jerry bruce lee i have a dream cazuza simone de beauvoir greve de fome rizoma super-homem john lennon rebelde sem causa bertold brecht satisfaction carla perez the show must go on o anjo azul maiakovski somewhere over the rainbow i’ve got to be a macho man scarlett o’hara i’ve got you under my skin venha para o mundo de malboro marta graham che hiroshima mon amour pelé heil! laban live long and prosper passear de mãos dadas on the road tico-tico no fubá she-ha my name is bond joão saldanha meu nome é gal rolando no chão wim embalos de sábado à noite nijinsky eu sei que eu sou bonita e gostosa queda e suspensão purple rain chupa-chupa magal psicose matinê arrastão forsythe bolero de ravel leila diniz ataque de pânico laranja mecânica doe a deer a female deer pin-ups sorrir rosas vogue só as cachorras as preparadas as popozudas o baile todo hang loose kate marrone mascar chicletes release it nunca houve mulher como gilda vietnã aurora king kong uma tigresa de unhas negras isadora cuspir no chão come on baby light my fire pina minha pele é de carnaval jules e jim meu coração é igual


segunda-feira, 9 de julho de 2012

em cartaz


Começou com o desejo de mapear 100 gestos que marcaram o século XX na busca de descobrir novas perspectivas para decifrar as corporeidades contemporâneas. Se organizou como um projeto de pesquisa  que tem se desdobrado em várias atividades nos últimos 2 anos - grupo de estudos; aulas de corpo e ateliês de pesquisa, livro, espetáculos e vídeos.
Sem ignorar que o gesto atravessa todos os domínios da comunicação humana, da política à moda, da filosofia à arquitetura, do cinema à psicanálise, o foco principal sempre foi o corpo. Decifrar na gênese do movimento o que se expressa como gesto. Dar visibilidade  ao complexo emaranhado de memórias pessoais, aprendizado social e contaminações  que tecem a expressão de cada sujeito.
Um projeto que levantou mais perguntas do que respostas. Onde começa um gesto? Que gestos nos formaram ? Que gestos nos afetam? Que gestos cada um escolheria para uma lista dos 100 mais significativos do século? O que um inventário de gestos pode revelar sobre as escolhas afetivas-estéticas-éticas-políticas dos corpos e  de suas danças?

domingo, 8 de julho de 2012

idéias/afetos para um futuro texto sobre o espetáculo 100 gestos

Queridas, Fiquei muito feliz de ter ido ao espetáculo. Achei muito muito bom. Penso em escrever sobre ele, mas o tempo aqui está preto até final de julho. Então, fiz um certo 'resumo poético doque quero escrever' e estou enviando para vocês. Tem a ver com que falei com carlinha ontem... Espero que dê para entender... De qualquer jeito, vai em forma de agradecimento. Voltarei, com certeza, antes do final da temporada. Parabéns,queridas... Aí vai: "idéias/afetos para um futuro texto sobre o espetáculo 100 gestos" Percepção – quase imediata, depois que começa o espetáculo - do meu próprio corpo de espectador, de que estou em um corpo: agora juntei as mãos embaixo do queixo, agora sentei melhor na cadeira, agora peguei a mão do meu companheiro; a presença – também quase imediata – de que havia espaço para mim, espectador , no espaço do espetáculo. Vazios – materiais (no cenário) ou simbólicos - que posso habitar. Vontade de levantar e fazer meus gestos – e olhar para eles – junto com aqueles que ali estavam também fazendo seus gestos. Repertórios/Hábitos gestuais/formação: o que fazer com nossa subjugação gestual, com esse corpo que ao mesmo tempo ‘somos nós’ e nos conforma e aprisiona? Com esse repertório que, junto com o corpo e em profunda relação com ele, é também repertório de afeto e pensamento? Ou afetuosamente olhar para ele, mantendo distância afetuosa. Não descartá-lo (impossível). Não incorporá-lo cegamente. Percebê-lo numa distância que é também aceitação (e não). Ou vê-lo bidimensionalmente: através das sombras projetadas ou das sombras dos corpos no escuro. Vê-lo como sombra e desenho no espaço. Distância aí também. Ou repetir esse repertório, numa repetição que desassossega os clichês pessoais (das técnicas, das mídias) e culturais (oriental ou brasileiro) e que nos leva – a nós, espectadores - do riso ao choro. E ainda há as questões de gênero: o que seriam movimentos de homem? Movimentos de mulher? Tatiana Motta Lima

sexta-feira, 6 de julho de 2012

os gestos visíveis e os vistos

Anotações durante o último espetáculo (15/07), por Pedro Ribeiro


Uma casinha de bonecas e fadas.

Observados e observadores.

Um galã, um garanhão, -, -, -, e uma boneca.

Boneca dança, cabocla vem.



Japonês encurralado, crianças

felizes, correndo e pulando.

Uma sala de estar,

melodrama semi-erótico.

Rapaz dançando com música

e vai e vem.

La femme fatal

E um "I got the power",

embora também descrito por um "This is a mans world".

Uma casa de praia,

sexy doll deitada, japonês contemplativo,

maluco fumando, e chico chocando.

Um julgamento

e uma harmonia que dissolve o peso...

Um casal velho demais para eu saber o nome.

Uma baía

e uma baiana.

I´ve got a feeling

que o peito vai sair